experimento_RESTOS
Sexta-feira 10 de janeiro de 2025, 19h.
Ação/performance de arte-pública, início às 19h em frente as portas da Perereka, rua Frei Caneca 54.
Rua —> Sobrado
O prelúdio doloroso. O exemplo do que não se pode fazer. Aquilo contra o qual atuamos no Ateliê La Perereka. Uma traição à curadoria. O constrangimento público, incômodo e tenso. O corte no rosto. Uma apropriação. Uma usurpação. Uma mulher branca ocupando o lugar das pessoas negras que dormem na rua, em frente à La Perereka. Uma senhora branca adulta acreditando ser Deus pelo fato de ser artista, mesmo depois de receber os comentários de alerta do restante das artistas do Restos. Uma porcaria racista camuflada sob arte contemporânea e performance no espaço público, livro publicado. Como tantos. Prelúdio de alerta e denúncia. Perigo de branquitude. Ca-ra-lho. A rua nos perdôe. Desculpas en nome da Perereka. LCGG
El ejemplo de lo que no se puede hacer. Aquello contra lo que actuamos en La Perereka. Una traición a la curaduría. El preludio doloroso. El bochorno público, incómodo y tenso. El corte en la cara. Una apropiación, Una usurpación. Una blanca ocupando el lugar de las personas negras que duermen en la calle, enfrente de La Perereka. Una señora blanca adulta creyéndose Dios por el hecho de ser artista, incluso después de recibir los comentarios de advertencia del resto de artistas del Restos. Una poquería racista camuflada bajo arte contemporáneo y performance en el espacio público, libro publicado inclusive. Como tantos. Preludio de alerta y denuncia. Peligro de blanquitud. Ca-ra-lho. Que la calle nos perdone. Disculpas en nombre de La Perereka. LCGG
Sinopse:
Tatiana France propõe uma experiência de si em RESTOS, por deslocamentos e pousos no espaço público do centro da cidade do Rio de Janeiro – rua Frei Caneca, em área visível da varanda da Perereka. Ao final, a ação-performance se desdobrará pela a casa, em diálogo com o projeto/livro: Errâncias Urbanas – pesquisa de mestrado, publicada pela artista durante a Pandemia (2020) -, em interação com o público.
O livro Errâncias Urbanas apresenta um panorama de processos históricos, modos, propósitos e questões que dizem respeito à prática da Intervenção Urbana e aos aspectos que constituem o fazer de seu agente, o performer. A artista-pesquisadora debruçou-se sobre duas práticas de vida-arte específicas: Ser-Produto, desenvolvida com o grupo urbitantes entre 2005 e 2015 e Poética de um Andarilho, da artista mineira Dudude Herrmann. O livro Errâncias Urbanas e um kit de foto-artes Ser-produto estarão à venda durante o período da exposição.
experimento_RESTOS
uma investigação ao vivo
uma provocação aos vivos
uma experência de outros Ser em_tantos que por aí vagam
(h)à_margem (?)
em desencontro ao nada
de si_fora
assombrar-ser sendo em sombra a sobra D uma des_experiênciah
sobre sub_insólito_Só
TATIANA FRANCE (Rio de Janeiro, Brasil, 1972)
Arte-utopista; performer-investigadora de si e do mundo; autora do livro Errâncias Urbanas; propulsora do movimento ARTEPELATERRA
Tatiana France é graduada diretora e mestra em Artes Cênicas pela Unirio, bailarina e coreógrafa formada na Escola de Dança Angel Vianna e como atriz na Casa de Artes de Larajnjeiras (CAL); Educadora há mais de 30 anos nas linguagens do Teatro, Movimento/Dança, Performance e Educação Ambiental; autora do livro Errâncias Urbanas, no qual apresenta sua pesquisa em performance / intervenção urbana. Interessada nas questões que envolvem as relações entre os seres humanos e a natureza, incorpora à sua pedagogia e processos criativos uma continua pesquisa voltada às questões socioambientais.
@movimento_artepelaterra

